Maria Tereza Maldonado
A família como empresa
Autora de 25 livros, a especialista em terapia
familiar ensina a criar filhos empreendedores,
preparados para o mundo

Por Eliane Lobato


Como dizia a batida frase do escritor e profeta libanês Gibran Kalil Gibran, filhos devem ser criados para o mundo. A reafirmação, em outros moldes, é da psicóloga carioca Maria Tereza Maldonado, especializada em família, membro da American Family Therapy Academy e autora de 25 livros. Ao comemorar 35 anos de atividade, ela lança Cá entre nós – na intimidade das famílias (Integrare Editora), no qual avisa que é fundamental ensinar aos filhos, ainda crianças, a ser empreendedores se quiserem ser cidadãos globais. Para viver no mundo de amanhã, é essencial ter criatividade. “Se não tem emprego, o jovem tem de saber criar um”, explica ela. Entre os desafios que o novo século propõe para a família, a terapeuta aponta o gerenciamento do tempo como primordial. Aproveitar as brechas das agendas sobrecarregadas, tanto de pais quanto de filhos, para conviver e usar o MSN para conversar são algumas de suas dicas. “O que quero enfatizar é que o cotidiano das famílias é precioso para trabalhar a cidadania global”, diz. Nesta entrevista a ISTOÉ ela explica por que “a família é campo fértil para a criança que será cidadã do mundo”.

ISTOÉ – Hoje, quais são as novas maneiras de “ser família”?

Maria Tereza Maldonado – Há três décadas, se falava que família estruturada era pai, mãe e filhos na mesma casa. As outras organizações familiares eram famílias desestruturadas. Isso hoje é considerado preconceito. Família hoje são pessoas que se responsabilizam pelos cuidados umas das outras e estão ligadas por laços de afeto, não necessariamente de sangue. Mas o que chama a atenção nesses 35 anos de trabalho, principalmente agora na entrada do século XXI, são os grandes desafios que as famílias estão vivendo diante das transformações do mundo.


ISTOÉ – Quais são?

Maria Tereza – Primeiro, gerenciamento do tempo. Hoje, adultos e crianças estão com as agendas apertadíssimas e a tecnologia e a indústria do entretenimento entraram ferozmente dentro de casa, Então, deve-se gerenciar para conseguir um tempo de convívio de qualidade entre pais e filhos. O espaço da convivência é disputado com os múltiplos canais de televisão, a internet, o iPod, o MSN. Isso não acontece só nas classes altas; nas menos favorecidas também. As pessoas da família podem criar um consenso sobre o que querem. Há famílias que decidem não ligar a tevê na hora do jantar. Outras fazem um happy hour familiar na meia hora em que todos se encontram no dia louco. É melhor entender que esperar o momento ideal para conversar é tempo perdido, ele não chega nunca. Todo mundo está correndo o dia inteiro. Então, é pegar o elevador junto, aproveitar o tempo em que se leva a criança ou adolescente para o colégio como momento de encontro e conversar pelo MSN. O essencial em toda essa história é exatamente o hábito de pensar em conjunto.


 

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Maldonado, Maria Tereza

Recursos de Relacionamento
para Profissionais de Saúde
A boa comunicação com clientes e
seus familiares em consultórios,
ambulatórios e hospitais, 1e


2003 - Reichmann & Autores Editores
ISBN: 85-87148-77-X
#M0762 - R$ 60,00

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Um alto percentual das queixas e denúncias registradas nas estatísticas dos Conselhos dos profissionais de saúde vincula-se não apenas a erros técnicos, mas, fundamentalmente, a inadequações do relacionamento com o cliente e sua família.

Além da competência técnica, o profissional de saúde precisa refinar-se como instrumento de trabalho, ampliando recursos de comunicação que propiciem a melhora substancial da qualidade do seu relacionamento com clientes, familiares e colegas de equipe.

O profissional de saúde precisa entender o contexto em que vive o cliente para que o ato terapêutico exerça-se em toda a sua plenitude. A base do relacionamento é o encontro entre a pessoa do profissional e a pessoa do cliente, no contexto em que se realiza o atendimento.

Recursos de Relacionamento para Profissionais de Saúde aponta caminhos para se abrir o diálogo entre os profissionais de saúde, seus clientes e familiares em consultórios, ambulatórios e hospitais. O livro analisa os efeitos positivos e negativos das mensagens mais comuns da comunicação e sugere outras possibilidades de aprofundamento do diálogo terapêutico.

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Esse livro, portanto, tem como público-alvo médicos, equipes de enfermagem, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, odontólogos, terapeutas ocupacionais e demais profissionais da saúde.

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